segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aulas de Iniciação à Dança Oriental com Diana Rosa

Nota prévia: 

Esta publicação foi feita em 2013. Se foi reencaminhada para este link agora, recomendo que consulte a informação presente sobre as aulas, sempre atualizada e disponível no meu website.




Gostas de Dança Oriental? Gostavas de aprender esta arte milenar tão mística e feminina?
Vem dar os primeiros passos, na nossa turma de iniciação à Dança Oriental! As aulas localizam-se numa zona central de Lisboa, perto do metro, e destinam-se a pessoas sem experiência e com baixo orçamento!

Achas que não tens jeito nenhum para a dança? Não faz mal, estas aulas são para ti! :) Tratam-se de aulas de nível 0, onde desmontarei cada movimento passo a passo, trabalharemos a consciência corporal e rítmica, e aprenderemos toda a técnica base da Dança Oriental de raíz.

A turma de sexta-feira já arrancou, e estamos a ter resultados muito positivos!! E o entusiasmo delas reflecte-se no meu. ♥

Peço às pessoas que estiverem interessadas e que ainda não falaram comigo que me enviem uma mensagem, por favor. Yallah!



Horários: Segundas, das 18:30 às 19:30 | Sextas, das 17:00 às 18:00
Local: Clube Atlético de Arroios
Mensalidade: 20€ (para 1 aula por semana) ou 30€ (para 2 aulas por semana)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Esfoliante caseiro - Muito eficiente e barato!!

Se, tal como eu, te encontras em dificuldades financeiras e não consegues encontrar um bom esfoliante a um preço acessível, tenho uma óptima notícia: é possível fazer um esfoliante caseiro, de boa qualidade, e a um preço ridículo.

Materiais necessários: Uma tacinha, uma colher pequena, açúcar, mel, e eventualmente um pouco de água.
SÓ! :)

Eu comprei os produtos mais baratos, de marca branca, porque para o efeito que se pretende, a qualidade é indiferente, já que a finalidade do produto não é a ingestão. Mas podes usar açúcar e mel de qualquer marca que tenhas em casa.

*Alternativa*
Em vez de açúcar, podes experimentar com sal grosso. Eu já experimentei os dois; acho que são ambos eficientes, mas preferi o toque do açúcar, e achei o sal grosso demasiado agressivo até para mim que dispenso esfoliantes suaves, porque fiquei arranhada pelos cristais de sal. Mas o melhor será experimentares com os dois e tirares as tuas conclusões!






Agora que já tens os materiais, verte um pouco de açúcar na taça. Não te acanhes nas quantidades; para uma esfoliação de corpo inteiro é necessária fazer uma quantidade razoável de produto. Aconselho uma mão cheia de açúcar, ou um pouco mais.




De modo a perfazer uma tacinha meio cheia. Assim:





Agora é só verter o mel. Consoante a marca e a altura do ano, o mel pode ser mais líquido ou mais espesso. Os mais líquidos serão mais fáceis de trabalhar, mas se o mel estiver mais rígido não há problema: basta aquecê-lo um pouco, ou então adicionar um pouco de água à mistura. Mistura muito bem com uma pequena colher ou espátula!




De modo a ficar assim: Consistente mas maleável, e bem homogéneo.



A espessura final será a gosto. Eu gosto de esfoliantes um pouco agressivos, daqueles que sinto raspar ligeiramente na pele; pessoalmente evito esfoliantes demasiado suaves e líquidos, ou incorporados em gel de banho. Este balanço é controlado pelas doses relativas de açúcar/mel, e será uma questão de experimentar variar as quantidades até encontrar a textura desejada. Lembra-te que, se o esfoliante estiver demasiado espesso e o teu mel for demasiado sólido, podes acrescentar um pouco de água para diluir e suavizar a mistura.


Et voilà! Agora é só espalhar por toda a pele, dos pés ao rosto, massajando com as mãos. De seguida, enxagua muito bem com água e lava a pele com o teu gel de banho preferido.

Para dar o toque final, passa um pouco de óleo de amêndoas doces pela pele, massajando bem.
Agora, desfruta da tua nova pele de seda. :)


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A autora do blog não comenta nos seus posts produtos que não conhece. Todos os produtos apresentados nestas páginas foram, portanto, adquiridos e testados por mim.


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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Yearning





O meu primeiro solo de dança oriental, criado e executado por mim.
Música: Yearning, de Raul Ferrando.
Espectáculo Yalla Habibis! de Susana Amira e Alunas (Raqs Amira), na Academia Musical do Lumiar.
Agradecimentos ao Ricardo du Toit, pelo video. 

My first bellydance solo, created and performed by me.
Music: Yearning, Raul Ferrando

terça-feira, 14 de maio de 2013

Porquê a Dança


Porquê?
Porque é esta a felicidade que se sente. Mesmo 10 horas depois de termos chegado, quando o cansaço já aperta. Mesmo quando estamos doentes e devíamos ter ficado na cama. Mesmo que não tenhamos dormido muito na véspera, para conseguir acabar de fazer os fatos e ensaiar. Mesmo que não esteja ninguém conhecido na plateia a ver. A entrega é a mesma, e a felicidade que vem em retorno também. :)





Fotografia de Rui Bica

Festa Oriental com Susana Amira, Raqs Amira, Cris Aysel e Aysel Group.
Centro Cultural da Malaposta

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dois anos de dança




Faz este mês dois anos que me iniciei na Dança Oriental. Tem sido um longo percurso de aprendizagem e descoberta, e quanto mais conheço esta arte ancestral mais sinto que me falta aprender e aperfeiçoar. É uma estrada interminável esta, e é preciso encarar a caminhada com humildade, com noção não só daquilo que já alcançámos mas também das nossas dificuldades. Cada novo movimento conhecido é um desafio, cada novo movimento dominado, uma conquista.

É um caminho de descoberta não só de uma arte e de uma cultura diferentes, mas também de nós mesmas, uma descoberta do nosso corpo, da nossa feminilidade, da nossa magia natural.






As mestres


Gostaria agora de partilhar uma mensagem sentida que deixei à pessoa com quem dei os primeiros passos:

«This month I "celebrate" two years since my first belly dance class. My first teacher was Kahina Spirit.
It was my very first contact with this art and I'm very glad I was introduced to it by this inspiring, passionate and beautiful woman. She accompanied my very first steps, she taught me to dance, she introduced me to oriental culture, she always encouraged me to continue, gave me advice, corrected my mistakes, and most of all, she always inspired me. Sometimes it was even hard to focus on the classes, with such a gracious person dancing in front of me, I must say! She is almost etheral.
Unfortunately, after about a year, she had to leave my town for logistical reasons, and I have not seen her since. I kept dancing, I found another teacher and another belly dance group (wich I truly love with all my heart) and continued my way, and I've learned and grown so much with them... But I could never forget my first teacher and muse, for she gave me the wings I'm learning to use now, and I'm really grateful to have met her.

Thank you so much for everything you taught me, and for all the knowledge and inspiration you gave me, Kahina. I will never forget that. And I miss you. :) I wish all the best for you, and all the best for your artistic projects. You are great and you deserve everything!

And this is my humble homage for you. :)
Beijinho*»


No ano que se seguiu, continuei a minha caminhada com uma bailarina igualmente fantástica e inspiradora, Susana Amira, com quem tenho aprendido milhões e consolidado os meus conhecimentos já adquiridos. Tem sido uma aprendizagem estonteante, cada aula a absorver mais um pouquinho do seu conhecimento, experiência, criatividade e energia intermináveis. A Susana é uma verdadeira mestre, transborda experiência e alegria e conquista-nos com o seu sorriso de princesa. Neste momento, não consigo imaginar os meus passos na dança sem ela. :)
Estas aulas têm sido uma experiência riquíssima e igualmente inspiradora. É muito enriquecedor conhecer uma arte através da visão pessoas diferentes, pois isso naturalmente dá-nos a conhecer abordagens e estilos igualmente diferentes, e nesse aspecto, foi muito interessante a transferência para outra professora. É também essa a importância da frequência de workshops com vários mestres - algo que pretendo vir a concretizar futuramente, como complemento à minha aprendizagem nas aulas regulares.






Três manifestações mágicas da dança


Da experiência que tenho tido, a meu ver, existem três contextos de manifestação da dança bastante diferentes entre si, e cada um mágico à sua maneira.


O primeiro contexto de que vou falar, é talvez o mais frenético e arriscado, mas também o mais cintilante. Trata-se do espectáculo! A dança de nós para alguém, a arte para um público. Os preparativos, começam muito antes: Aprendemos a fazer de raíz os nossos próprios fatos, a maquilharmo-nos e a criar uma personagem, para que a magia aconteça. É então que surge um turbilhão de emoções: A partilha do palco com outras bailarinas, as borboletas na barriga, a confusão e entreajuda nos camarins e bastidores, as purpurinas, as cores, a fantasia, os aplausos... Em suma, um mundo mágico que nos vicia e apaixona.
O palco é o culminar de tudo, e é local onde me sinto a voar enquanto bailarina, o local onde a noção de tempo/espaço toma proporções muito próprias, devido a todo o êxtase que me invade.


O segundo, trata-se da dança entre mulheres, a dança entre nós, a existência de um grupo - grupo este que se torna quase uma família. As minhas irmãs habibis, as Raqs Amira, são as mulheres com quem partilho as minhas experiências na dança, desde a aprendizagem nas aulas até ao êxtase do palco; o cansaço e a euforia. É com elas que eu cresço, é em elas que vejo um reflexo de mim mesma; em conjunto, criamos algo uno, somos nós todas e uma alma só.
Não importa quem é mais ou menos elegante, quem dança melhor ou pior. A dança entre mulheres é uma dança entre deusas. E dançar com estas mulheres é das maiores honras que tenho nos meus dias.


Partindo do mais expositório para o mais íntimo, eis o último contexto em que danço: a dança de mim para mim. A libertação total. O improviso num quarto fechado, a luz média ou apagada, a música a vibrar em todo o corpo, os reflexos num espelho, as emoções a fluírem, os aromas do incenso, e até por vezes a nudez. E o corpo gira e gira em torno de si mesmo, e começo uma viagem até dentro de mim. É algo que não planeio, simplesmente acontece. Algo que me ajuda a libertar-me de tudo, a explorar, e a praticar também.







Espero poder continuar esta caminhada ao longo de muitos mais anos, com a inspiração e o apoio tanto de quem me guia como de quem caminha ao meu lado… Porque a vida sem shimmie não seria a mesma coisa. :) A todas as mulheres com quem me tenho cruzado nesta estrada, desde o primeiro dia até agora, um grande abraço!

Yalla!




*****Créditos*******

Música: Masala - Music and Spirit

As mestres são:
Kahina Spirit - https://www.facebook.com/Kahina.Spirit
Susana Amira - https://www.facebook.com/susana.amira

O nosso grupo de dança oriental, Raqs Amira - https://www.facebook.com/raqsamira

Imagem 1: Raqs Sharqi Goddess, por Emily Balivet
Imagem 2: Autor desconhecido (se conhecerem, agradeço informações)
Imagem 3: Fotografia minha

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tudo o que restou

«Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los?
- Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...»



Tudo o que restou...




...Fui eu.


Depois de todos aqueles que passaram por mim, depois de tudo o que vem e vai, no final do dia é isto que resta: eu, dentro destas 4 paredes, sem saber muito bem com que propósito continuar, ou a que me agarrar, mas sabendo que, em última análise, só dependo do que eu conseguir fazer de mim.

E seu eu não conseguir nada?



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Soneto: Perdi os Meus Fantásticos Castelos, de Florbela Espanca.
Fotografia: Diana Rosa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

24





A vida passa lá fora, e eu estou aqui. Eu estou sempre aqui, no mesmo sítio, de pés juntos, braços caídos, cabeça para baixo, corpo nu e descrente de tudo, sobretudo de mim. O vento sopra e passa sobre mim, como o tempo, como a vida.

E eles passam mesmo. Passa mais um ano sobre mim hoje, mas eu não passei pelos anos. Há anos e anos que eu estou estagnada, desenquadrada, ultrapassada, desesperada, desmotivada, humilhada, parada. São muitos anos assim, um quarto da minha vida, mais precisamente. São seis anos a falhar. E por minha culpa apenas.

Não quero felicitações, não quero simpatias nem presentes, pois deles não sou digna. Não vou celebrar hoje, pois não me orgulho dos anos que faço. Não há nada para celebrar neste dia, a não ser que o fracasso agora seja motivo de celebração. Não quero abraços nem beijos hoje.


Não quero nada. 
Hoje eu não sou digna de nada.