A request | Um pedido

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Memories from Rome and Vatican | Memórias de Roma e Vaticano

Some beautiful memories from my trip to Rome, Italy.
Algumas memórias bonitas da minha viagem a Roma, Itália.

Ave César!

The Colosseum | O Coliseu

Stadio della Domus Augustana del Palatino

Pantheon | Panteão

Fontana dei Quattro Fiumi

St. Peter Square, Vatican City | Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano

Sistine Chapel | Capela Sistina

The School of Athens, Vatican Museums | A Escola de Atenas, Museus do Vaticano

Beautiful details | Detalhes bonitos




Explore my whole trip here:
Explora a minha viagem completa aqui:






I hope you enjoyed!
Espero que tenham gostado!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

My first official photoshoot | A minha primeira sessão fotográfica oficial



[EN]
Enter my mood! This what I'm listening to while writing this post.

[PT]
Entra no meu estado de espírito! Isto é o que estou a ouvir enquanto escrevo este post.




[EN] 
There's a first time for everything. We all have to begin somewhere, dare to take the first step, get out of our comfort zone. It's a mix of excitement and anxiety, but in the end it's an explosion of gratification. So, after my very first experience modeling for a graphic artist, in this same year I also had my very first chance as a studio model, for an actual photographer!

[PT]
Há uma primeira vez para tudo. Todos teremos eventualmente que começar por algum lado, atrever-nos a dar o primeiro passo, sair da zona de conforto. É um misto de excitação e ansiedade, mas no final é uma explosão de gratificação. Portanto, depois da minha primeira experiência como modelo para um artista gráfico, tive neste mesmo ano a minha primeira oportunidade como modelo de estúdio, para um fotógrafo real!





[EN] 
A production, a studio, a photographer, a makeup artist and an assistant, whoa! Everything seemed so professional! The concept was very gothic / metal / rockstar, witch was very me. I was a little bit nervous at the beginning but after warming up a little bit I enjoyed the process a lot!
Many thanks to Bruno Rosa and the rest of the team for this opportunity and for trusting me even without having previous experience.

[PT] 
Uma produção, um estúdio, um fotógrafo, uma maquilhadora e um assistente, ena! Parecia tudo super profissional! O conceito era dentro do estilo gótico / metal / rockstar, o que era bastante a minha cara. Eu estava um bocadinho nervosa ao início, mas depois de aquecer adorei o processo!
Muito obrigada ao Bruno Rosa e restante equipa por esta oportunidade e por confiarem em mim mesmo sem ter experiência prévia.







Photography | Fotografia: Bruno Rosa Fotografia
Model | Modelo: Diana Rosa
Make-up / hair | Maquilhagem / cabelos: Marisa L. Machado Tiago
Assistant | Assistente : David Ferreira 




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segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Homofóbico

Há pouco, fui abordada na rua por um homem que estava completamente escandalizado por estarem ali dois rapazes a beijarem-se. Dizia ele que é uma vergonha, e que nunca tinha visto tal coisa em 12 anos a viver na França e 50 em Portugal. Deve ser uma coisa mesmo grave, para um velho vir a correr atrás de mim para me dizer "Oh menina, não queira arranjar um homem assim!" (e eu a pensar "Dafuq, mas se é gay claro que nunca vou arranjar um assim, dado que eu sou - ora bem, como é que hei-de dizer - ah, mulher!).

Também não sei o que é que isso tem a ver com a coisa, mas o senhor fez questão de me dizer, muito orgulhosamente, que tem três filhos, e que nenhum deles tem cabelo comprido ou brincos - e foi aqui que eu explodi. Nesta altura, o homem já me tinha ofendido a mim, ao meu namorado, e a uma carrada de amigas e amigos meus. Também tive vontade de o ofender. Acho que me surgiu até um instinto animalesco qualquer, tal foi a raiva que se apoderou de mim, que tive até vontade de o agredir e ver aquela cara horrorosa, acéfala e sapuda a ir contra o muro (obviamente, não o fiz, nunca na vida faria tal coisa).

E portanto, com esta produtiva conversa que me vi obrigada a ter, fiquei a saber que dois rapazes a beijarem-se na rua é um acto vergonhoso, capaz de meter os velhos da minha rua a correr de um lado para o outro para comentarem o caso com transeuntes aleatórios; fiquei também a saber que o cabelo curto é para os homens e o cabelo comprido é para as mulheres; ah, e que os homens também não podem usar brincos!
E fiquei sobretudo a saber que ainda há muita gente estúpida neste país. Não que não desconfiasse já, mas hoje pude confirmar na primeira pessoa.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Em relação à notícia das perigosíssimas caravelas portuguesas...

Venho aqui fazer a boa acção do dia. Não, não é avisar as pessoas do perigo que correm nas praias; é só para dizer que isto é falso. O típico spam que as pessoas insistem em partilhar, antes de confirmarem a sua veracidade.

O post que hoje vi a circular, tinha uma foto de uma caravela portuguesa, como a que se vê na imagem, e dizia o seguinte:



MUITO IMPORTANTE!!!

Fica a informação. Tenham cuidado.

Depois de dois meses de mau tempo a assolar a costa portuguesa, vejam o que está a chegar na rebentação a algumas das nossas praias, juntamente com minúsculas patas de caranguejo, algas e outros elementos, vejam o aspecto que têm.

Sabem o que é isso? É apenas uma modesta medusa azul extremamente tóxica.Se virem alguma não lhe toquem. Mesmo morta o seu tecido mole morde como uma serpente, e as marcas que deixa na pele são definitivas - tatuagens indesejáveis. A dôr é indescritível e se fôr uma criança a manuseá-las, pode morrer envenenada.

Estas criaturas vivem a milhares de quilómetros da nossa costa, portanto: o que é que estas fazem aqui? São medusas de água quente, da Austrália, Califórnia... Quando surgem nas praias, estas são fechadas ao público e consideradas mais perigosas que tubarões a deambular na área.

Meus amigos. O tempo está a melhorar e os passeios à beira-mar tornam-se apelativos à descontracção. No entanto, se virem criaturas como estas, limitem-se a olhar e sigam à vossa vida.



Indícios de que algo não bate certo com esta suposta notícia:

- Não ouvi nem vi falar disto em meio de comunicação social nenhum;
- Não me lembro de ter estado assim tão mau tempo nos últimos dois meses;
- Todo o relato parece extremamente exagerado, quase como um risco para a saúde pública, quando não houve nenhum aviso por parte de quaisquer autoridades a respeito do assunto.


Fazendo uma rápida pesquisa, cheguei às seguintes conclusões:

- Obtive MAIS DE 100 resultados com o mesmíssimo texto, ipsis verbis, em blogues, facebooks, transcrições de emails, e sei lá mais o quê. A parte mais cómica é que cada um dizia rigorosamente a mesma coisa para uma praia diferente. Curioso, não?
- Este copy-paste anda a circular há séculos, sendo o mais antigo que encontrei de MARÇO DE 2010. Vejam bem de quando é que são esses dois meses de mau tempo…
- O conteúdo também é um exagero pegado! Sim, é um animal potencialmente perigoso, se entrarmos em contacto com os seus tecidos, mas daí a dizer que são mais perigosas que tubarões… Basta não ser totó e não lhe ir fazer festinhas, que não nos acontece nada.
- A Caravela portuguesa existe em locais MUITO mais próximos de Portugal do que a Austrália, e como é um animal que anda à deriva pelas correntes, acaba por vir cá parar. A sua presença na nossa costa é relativamente normal; vi testemunhos de mergulhadores que dizem que sempre se lembram de as verem por cá.



Posto isto, I rest my case.
Sejam críticos com o que lêem. Sejam cépticos. Desmistifiquem, escrutinem as coisas. E não façam spam.


Bom fim-de-semana!

Incompatibilidade entre Ciência e Religião

Partilho aqui uma opinião curiosa acerca do tema religião vs ciência, escrita por um estudante de teologia e astrónomo amador: http://astropt.org/blog/2012/05/23/big-bang-e-deus/

O comentário que faço a isto é o seguinte:
Era assim que eu pensava também, em tempos que já lá vão, quando era católica. Eu não via incompatibilidade nenhuma entre ciência e religião, porque para mim, ciência e religião dão respostas a questões diferentes (a ciência, explica o mundo físico; enquanto que a religião se prende com um lado espiritual, que eu achava que sentia, e era algo onde eu ia buscar "apoio" emocional, através da dita fé); e não havia como misturar as coisas. Para mim, enquanto pessoa religiosa, nunca houve qualquer choque entre evolução e criacionismo, por exemplo. A maior parte dos católicos já nem coloca essas questões sequer, e aceitam perfeitamente as teorias científicas. Eu, pessoalmente, não sentia a minha fé minimamente abalada pela ciência, pois eu achava que a ciência explicava aquilo que deus tinha criado (e que coisas complexas e belas ele criava!).

Só mais tarde compreendi que a maior incompatibilidade, a meu ver (fora para aquelas religiões que claramente pretendem explicar o mundo físico com deus(es)), nem se trata do choque de teorias, como evolução vs criacionismo. A maior incoerência prende-se com o princípio do qual partimos, com o nosso critério para aceitar algo. Hoje em dia, como estudante e admiradora de ciência, é-me completamente impossível aceitar deuses, não porque eles me apresentem explicações para o mundo físico contrárias às que a ciência defende, mas sim porque, se eu acredito no método científico, e se aceito que ele funciona, porque convivo com os seus frutos no dia-a-dia; e se, por outro lado, nenhum outro método nem crença me dá as provas palpáveis, nem os resultados práticos que o método científico me dá; então, naturalmente, eu desenvolvo uma postura céptica em relação a tudo o que me rodeia - aceito e acredito naquilo que é comprovável e reproduzível (não há outra forma de fazer ciência). Falei de mim como estudante de ciência, mas isto aplica-se a QUALQUER pessoa que viva nos dias de hoje, pois qualquer pessoa hoje em dia usufrui da ciência e isso, para mim, implica que toda a gente acredite nela - embora muitos não gostem de assumir esse facto.

Não me cabe na cabeça, portanto, como é que alguém que se diz crente na ciência, que usufrui dela (seja porque vai ao médico, ou porque vê televisão, ou porque usa telemóveis, carros, computadores, etc), e que aceita, consequentemente, os princípios do método científico (questionamento, experimentação, comprovação, etc), consegue continuar a acreditar em coisas para as quais não existe qualquer prova, qualquer demonstração. Esta é, para mim, a maior incompatibilidade entre religião e ciência.

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