A request | Um pedido

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domingo, 6 de novembro de 2011

The Satanic Bible / A Bíblia Satânica - Review

A Bíblia SatânicaA Bíblia Satânica by Anton LaVey

My rating: 4 of 5 stars


This bible is composed of four books, each one representing an element and a demon: Fire - The book of Satan; Air – The book of Lucifer; Earth – The book of Belial; Water – The book of Leviathan.

In my opinion, the two first books are pretty interesting, since they describe the philosophy behind Satanism. By reading them, we discover a vision of life based on something we all know, but sometimes we refuse: our instinct and our willing; and LaVey tells us there is nothing wrong with that, despite all that we have learnt based on the Christian morality that rules our society. I realy realy enjoyed reading this, and I truly recommend The Satanic Bible, mainly because of this first part.

The other books describe the ritualistic part of the Satanism – the part related to magic (yes, real magic). These chapters remember us that Satanism is a religion afterall, and not just a philosophy. Well, this was interesting too, but while the first part of the book made me feel like I was reading something about me, something I felt related with, this part made me feel like a spectator, a curious, somebody outside this. That ritualistic and magic part is definitely not me, but I can't help find it fascinating, because it really is. If you believe what you read, you discover that you have some powers and some spiritual resources you might want to explore someday; but I’m a little bit skeptic about magic, so I prefer to continue being just a curious about this matter, and not a practitioner.



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PT:

Esta bíblia é composta por quatro livros, cada um representando um elemento e um demónio: Fogo - O Lovro de Satan; Ar - O Livro de Lúcifer; Terra - O Livro de Belial; Água - O Livro de Leviathan.

Na minha opinião, os dois primeiros livros são bastante interessantes, pois descrevem a filosofia por detrás do Satanismo. Ao lê-los, descobrimos uma visão da vida baseada em algo que todos conhecemos, mas que por vezes recusamos: o nosso instinto e a nossa vontade; e LaVey diz-nos que não existe nada de errado neles, apesar de tudo aquilo que aprendemos com base na moral cristã que reina na nossa sociedade. Eu gostei mesmo bastante desta leitura, e recomendo vivamente A Bíblia Satânica, sobretudo devido a esta primeira parte.

Os outros dois livros descrevem a parte ritualística do Satanismo - a parte ligada à magia (sim, magia!). Estes capítulos lembram-nos de que o Satanismo é, de facto, uma religião, e não apenas uma filosofia. Bem, esta parte também foi interessante de ler, mas enquanto que a primeira parte do livro me fez sentir que estava a ler algo sobre mim, algo com o qual eu me identificava, esta parte fez-me sentir como um mero espectador, um curioso, alguém de fora. Esta parte ritualística e mágica não é, definitivamente, muito a minha cara, mas não pude deixar de achá-la fascinante, porque, de facto, é mesmo. Se acreditares naquilo que lês, descobres que tens certos poderes e meios espirituais que talvez queiras vir a explorar um dia; mas eu sou um pouco céptica em relação a magia, portanto, prefiro continuar a ser apenas uma curiosa na matéria, e não uma praticante.

sábado, 5 de novembro de 2011

O primeiro dia de Outono


Esta manhã, acordei cedo, e dancei entre mulheres durante horas. Uma energia vibrante e uma leveza encheram-me o corpo dos pés à cabeça, e eu soube que este dia iria ser belo.





Deixei Lisboa, mais tarde, e regressei a casa, à aldeia. Ainda não tinha visto o Alentejo com este ambiente outonal acabadinho de chegar. Sente-se o ar mais fresco aqui do que em Lisboa, senti a casa agradavelmente fria. Lá fora, havia nuvens escuras e um arco-íris de um lado, e um céu clarinho salpicado de nuvens mais claras, com o sol bem forte e laranja, do outro. Os sobreiros, já sem cortiça, estão com uma cor tijolo-aveludado, bastante viva quando lhes bate a luz do sol poente.

Cheguei, e fui recebida pelos saltos e lambidelas do Pumba (um dos meus cães), e o meu pai apresentou-me o novo amigo do Alex (outro dos meus cães) - um gatinho que apareceu por aqui e gosta de lhe fazer companhia. Enquanto brincávamos com os nossos amigos de quatro patas, reparei que a romãzeira está carregadinha de romãs, enormes e com uma cor bem viva. Esta árvore sempre me trouxe boas recordações; era a que eu mais gostava de trepar quando era criança... Então, eu e o meu pai resolvemos apanhar e provar as romãs (que estavam uma delícia!), e até enchemos um saco com elas, que fomos oferecer aos vizinhos - uma das maravilhas que só é possível viver numa aldeia. E foi aqui que fiquei a conhecer mais um amigo novo, pois a minha vizinha tem um micro-cãozinho felpudo que é a coisa mais amorosa que eu já vi.

Quando regressei a casa, descobri uma delícia à minha espera - um cremoso pastel de nata! E depois de o saborear, aproveitei os momentos seguintes para cantar, pois aqui na aldeia tenho liberdade para fazer barulho em casa, a qualquer hora, a qualquer volume. A certa altura, a minha irmã chamou-me para vermos umas roupas antigas, e descobri uma saia lindíssima que nem me lembrava que tinha, rodada e até aos pés, com faixas horizontais largas, de diversas cores que remetem para a terra e para as árvores; vesti-a, fiz da sala uma clareira, e fui dançar com ela, à luz fraca de um candeeiro, com a sombra projectava da parede, até me cansar. O dia terminou ao som da chuva, num agradável serão em família.




E termina assim o meu relato simples, quase pueril, deste que foi o meu primeiro dia de Outono - não o primeiro dia de Outono que o calendário marca, mas o primeiro dia em que realmente senti o Outono na rua, no ar, nas cores... Um dia passado em família, nesta paz que só o campo nos pode dar. Que memórias felizes vou guardar deste dia. :)


Nota: Este dia foi registado há 15 dias atrás, embora só agora o tenha transferido para o blog.

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A arte
Imagem: Dance of the Graces, by Selina Fenech.
Música: The Dance Begins e Songs for the Shadows, de Weapon, um projecto de um amigo e a música perfeita para ouvir no Outono.

Mais uma viragem no blog

Da Dança e da Guerra


Mais uma vez, acabei de reestruturar o blog. Novo título, nova imagem e novo conteúdo, pois atingi outra vez um daqueles pontos de viragem, em que as novas influências e aprendizagens já me marcaram demasiado para continuar a ser a mesma pessoa. Que o meu blog seja agora um registo dos dias de batalhas e danças que passam pela mulher em que me tornei.



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A arte
Imagem: Valkyrie Maiden, by Howard David Johnson

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma caixa aberta - Parte I: O Jardim das Delícias

A raiva apoderou-se de mim e, num acto de desespero irracional, tentei forçar a fechadura. Magoei-me. Fui buscar a chave, e o cadeado cedeu gentilmente. É interessante como a fúria tem tanto a dever à inteligência e à delicadeza, e como nós, mortais, as continuamos a subestimar tanto e a ceder ao instinto da fúria. Mas a caixa abriu - demasiado naturalmente, até -, e eu, que toda a vida estivera lá dentro, pude sair com a maior das facilidades.




E foi então que eu vi o Mundo e me deslumbrei. O Mundo tinha tudo o que eu nunca tinha visto na disciplina da minha caixa. Havia vida e havia tudo aquilo de que a vida precisa; havia música, dança, arte; havia livros e conhecimento infinito, havia todo o saber numa mão; havia diversão, adrenalina, emoção; havia independência, privacidade, e uma desejada solidão; havia chocolate, mel, preguiça, ócio; havia beleza e muitos espelhos; havia homens, mulheres... Havia sensualidade, toque, cheiro, pele, cabelos, lábios, beijos, álcool; havia amor e havia sexo!
Não havia tempo para escolher por onde começar, e era tarde - muito tarde. Só eu sei como precisava urgentemente de tudo aquilo que via desenrolar-se à minha frente; além disso, qual seria a necessidade de fazer escolhas, quando podia pegar em tudo aquilo que estava à minha disposição de uma só vez? Então, sem mais demoras, tudo isto eu bebi de um trago só, como se tentasse fazer caber nesse momento todos os anos do meu passado em que eu não tinha vivido - pois na caixa não se vivia. De um só trago bebi, e de um só trago me embriaguei, e não podia estar mais feliz. Bebi de tudo mais uma vez. E outra. E mais outra. E eu voava.

Ousei experimentar a vida
Ousei ser livre
Ousei amar
Ousei amar-me
Ousei chorar
Ousei ter voz
Ousei gritar
Ousei ser bela
Ousei conquistar
Ousei ceder ao prazer... Eternamente. Pois não mais me consegui soltar dele.

Desfiz-me de relógios e calendários, e assim o tempo deixou de existir para mim. Não havia horas, nem noites, nem dias, nem inverno, nem verão. Agora eu podia voar sobre os prazeres do meu Jardim das Delícias, durante todo o tempo que me apetecesse.




E, aos poucos, a sobriedade foi despertando em mim, e eu caí no chão. A queda foi grande, mas, felizmente, os restos de embriaguez que o meu corpo ainda continha pouparam-me a uma dor mais forte do que aquela que senti. Toda esta experiência tinha sido perfeita e lembrei-me de que, agora que a caixa estava aberta, poderia voltar lá dentro para a rotina e o trabalho sabendo que, sempre que quisesse, teria o Jardim das Delícias à minha disposição.
Já mais calma e consciente, olhei para o Mundo, para o meu Jardim das Delícias, e vi algo que até então me tinha escapado à vista. O Mundo era um labirinto mas, na perspectiva do meu alto vôo sobre ele, eu não me apercebera de que existiam paredes; e agora, eu tinha caído algures no meio desse labirinto, e não sabia por onde deveria seguir. Sem outra solução à vista, fui errando por caminhos aleatórios, perdida para sempre, sem a mínima noção de quanto tempo passara desde que saíra da minha caixa. Foram anos, talvez...

O pânico apoderou-se de mim. Sabia que, perdida neste Mundo, nunca mais poderia voltar à minha caixa, não poderia mais trabalhar, ser competente, responsável e perfeccionista, como sempre me conhecera. No entanto, consolou-me a ideia de estar perdida no sítio mais agradável que eu poderia imaginar. Poderia existir prisão mais perfeita do que a liberdade? Não, claro que não. Então, para quê lamentar-me, quando podia possuir e experimentar tudo quanto a minha ânsia de vida desejasse? "Procurarei a saída de novo, amanhã", disse para comigo. E cedi aos prazeres mais uma vez.






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A arte:
Imagem 1 - The Secret Doorway, by Selina Fenech
Imagem 2 - Jardim das Delícias (painel central), by Hieronymus Bosch. Uma das obras que mais me impressionou no Museu do Prado, em Madrid.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dica: Como alterar a cor da descrição do blog

Quem usa o Blogger talvez se tenha deparado com um erro na personalização, que não nos permite alterar a cor da descrição do blog.


Blogger 
    -> Design
             -> Template Designer
                     -> Advanced
                              -> Blog Description
                                        -> Description Color


Experimentem alterar a cor. Não acontece nada, não é?
Em vez de "Blog Description", experimentem alterar a cor no "Page Text". Essa opção altera não só a cor do texto principal como também a da descrição do blog. Para mal dos nossos pecados, o Blogger tem a cor do texto principal como default para a cor da descrição do blog. Pode funcionar para alguns mas, quem quiser colocar uma cor diferente, vai encontrar algumas dificuldades pelo caminho.

Foi precisamente o que aconteceu comigo. Deparei-me com este problema e fui procurar alguma solução nos fóruns de Ajuda do Blogger. Encontrei vários utilizadores com o mesmo problema; um deles, deu uma sugestão que o resolve parcialmente:


Blogger 
    -> Design
            -> Edit HTML

Antes da seguinte linha de código:


Escrevam isto:


A cor é opcional, obviamente. Usei o "yellow" para exemplificar.
Agora guardem.

Apesar de resultar, não é muito eficiente, pois a escolha de cores fica bastante limitada; além de que, sempre que quisermos alterar a cor novamente, teremos de mexer no código, ao passo que seria muito mais cómodo poder alterá-la no Template Designer. Em relação a isso, tenho boas notícias: Depois de algumas experiências, consegui criar uma forma de o fazer. Basta seguir estes passos:


Blogger 
    -> Design
            -> Edit HTML

Tal como há pouco, encontrem a seguinte linha de código:


Mas agora, em vez do código que indiquei anteriormente, escrevam isto:



É necessário alterar mais uma coisa ainda.

Encontrem o seguinte bloco de código (encontra-se mais ou menos ao início):




Agora, reparem na linha destacada a verde. É isso que faz com que a cor da descrição do blog dependa da cor do texto geral. O que vamos fazer agora é alterar os padrões default, na linha de código que está dentro da elipse verde. Para simplificar, podemos usar os valores que estão dentro da elipse amarela. É só copiar e colar. Isto vai fazer apenas com que, por default, as cores da descrição do blog sejam as mesmas que as do título do blog, caso não as editemos; mas permite-nos personalizar individualmente as cores dessas secções na mesma, que é o nosso objectivo.

Quando estiver tudo alterado, o bloco de código anterior deve ter o seguinte aspecto:



Agora é só guardar. Et voilà! Já podemos personalizar as cores da descrição do blog ao nosso gosto! :)



Uma última nota: Eu sou um bocado noob em programação e afins, portanto, de certeza que há maneiras muito mais correctas de resolver isto; no entanto, esta funciona!! É o que é preciso. ;)




Ps: Se funcinou contigo, por favor, deixa feedback! Só porque é bom a gente saber que ajudou alguém. :)
Obrigada.

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