A request | Um pedido

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domingo, 2 de maio de 2010

Fuck the motherfucking pope!





Timothy Minchin é um comediante, músico e actor canadiano e o autor desta hilariante canção que, a meu ver, deveria passar nas rádios portuguesas aquando da "tour" papal ao nosso país. =P A animação também é uma pérola e foi feita por Fraser Davidson.


A letra está aqui:


Fuck the motherfucker, fuck the motherfucker,
Fuck the motherfucker he's a fucking motherfucker.
Fuck the motherfucker, fuck the fucking fucker,
Fuck the motherfucker he's a total fucking fucker
Fuck the motherfucker, fuck the motherfucker,
Fuck the mother fucker, fuck him, fuck the motherfucker.
Fuck the motherfucker, fuck the motherfucking pope.

Fuck the motherfucker, and fuck you motherfucker
If you think that motherfucker is sacred.
If you cover for another motherfucker who's a kiddy-fucker,
Fuck you, youre no better than the motherfucking rapist.
And if you dont like the swearing that this motherfucker forced from me
And reckon it shows moral or intellectual paucity
Then fuck you motherfucker, this is language one employs
When one is fucking cross about fuckers fucking boys

I don't give a fuck if calling the pope a motherfucker
Means you unthinkingly brand me an unthinking apostate.
This has nowt to do with other fucking godly motherfuckers
I'm not interested right now in fucking scriptural debate.
There are other fucking songs and there are other fucking ways,
I'll be a religious apologist on other fucking days,
But the fact remains if you protect a SINGLE kiddy fucker
Then Pope or Prince or Plumber, you're a fucking mother fucker.

See I don't give a fuck what any other motherfucker
Believes about Jesus and his motherfucking mother.
Ive no problem with the spiritual beliefs of all these fuckers
While those beliefs dont impact on the happiness of others,
But if you build your church on claims of fucking moral authority
And with threats of hell impose it on others in society,
Then you, you motherfuckers, can expect some fucking wrath
When it turns out youve been fucking us in our motherfucking asses.

So fuck the motherfucker, and fuck you motherfucker
If youre still a motherfucking papist.
If he covered for a single motherfucker whos a kiddy-fucker,
Fuck the motherfucker, hes as evil as the rapist.
And if you look into your motherfucking heart and tell me true
If this motherfucking stupid fucking song offended you,
With its filthy fucking language and its fucking direspect,
If it made you feel angry, go ahead and write a letter,
But if you find me more offensive than the fucking possibility
The pope protected priests when they were getting fucking fiddly
Then listen to me motherfucker - this here is a fact,
You are just as morally misguided as that motherfucking,
Power-hungry, self-aggrandized bigot in the stupid fucking hat.






Como eu gosto disto...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alice

É tão giro quando o mundo moderno pega nas coisas da nossa infância e as traz de volta. =) Aconteceu-me isso com a Alice no País das Maravilhas; fiquei em alvoroço quando se começou a falar do filme do Tim Burton e quando esse universo começou a ressurgir na cultura pop. Aderi imediatamente ao hype, coleccionando coisas, lendo as obras e vendo os filmes, numa tentativa vã de reentrar nessa wonderland em que vivia quando era criança.

E depois de tanto explorar a obra, terminei ontem a minha saga da Alice no País das Maravilhas, e vou deixar aqui algumas recomendações para quem quiser seguir-me os passos. Aliás, terminei a parte da leitura, pois ainda me falta encontrar uma versão do filme animado que vi quando era pequena, no tempo do VHS. Lembro-me que eu tinha a versão da Disney, em inglês, com título em pt "Alice no País das Fadas" (que já consegui recuperar e rever), e a minha melhor amiga tinha uma "Alice no País das Maravilhas" diferente, dobrada em português (não me recordo se pt-pt ou pt-br), em que a Alice vestia de vermelho. Alguém sabe do que é que estou a falar? Gostava muito de encontrar essa versão... =( Nem me lembro se é boa ou não, mas pelo menos ficava a saber...


Quantos aos livros, para quem não tem grande paciência para ler e-books, mas até nem se importa de ler num site, e procura a obra na língua original, recomendo vivamente este site que encontrei no ano passado.



Para quem, como eu, dá valor às ilustrações que enriquecem a obra, dificilmente encontrará melhor, pois esse reúne uma infinidade delas, combinando artistas e estilos diferentes. Apesar de o site não ser propriamente moderno, adorei mesmo ter lido o livro por aí. =)

Este ano, e depois de ter visto o filme do Tim Burton - que me desiludiu um pouco -, resolvi ler a colecção das duas obras que inspiraram os filmes (Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho), lançada pelo Expresso, em quatro volumes.

Para perceberem como esta colecção vale a pena, termino este post com a minha review no Goodreads (igual para os 4 volumes da colecção). Aqui vai:



Alice do Outro Lado do Espelho (Volume, #2) Alice do Outro Lado do Espelho by Lewis Carroll


My rating: 5 of 5 stars
Parabéns ao Expresso por esta magnífica colecção que tão bem adapta a Alice à nossa língua.

De facto, é uma tarefa ingrata traduzir estas obras que Carroll tanto enriqueceu com piadas, trocadilhos, poesias e expressões victorianas, que só fazem sentido na língua inglesa. Roubar um texto desta complexidade linguística à sua língua-mãe é violento; é assumir uma trágica e inevitável consequência da tradução: o empobrecimento da obra.
Contudo, ao longo das páginas dos livros desta colecção, assistimos a contínuas explicações daquilo que se traduziu. São inúmeras as informações anexas em notas de rodapé que nos remetem para as intenções do autor, para o texto original e para os elementos que inspiraram Carroll a escrever determinado conteúdo. Este cuidado em transmitir a mensagem da obra ao leitor o mais fielmente possível, apesar das limitações da tradução, tornam a experiência da leitura em português bastante interessante e não menos rica do que seria em inglês.

De destacar ainda as deliciosas ilustrações de Diogo Muñoz que desafiam os limites da imaginação e nos remetem imediatamente para um mundo de maravilhas, e os posfácios de Miguel Esteves Cardoso, que nos ajudam a reportar-nos à nossa infância e a entender a simplicidade de Alice.

Para concluir, mesmo não conhecendo outras edições em português e não tendo, portanto, um termo de comparação, considero que vale muito muito a pena conhecer a Alice através desta colecção do Expresso.

View all my reviews >>

segunda-feira, 29 de março de 2010

Conteúdos Exclusivos dos Epica (para download)


Vim há bocado do concerto dos Epica no Incrível Almadense. Para quem ainda não sabe, os Epica são a minha banda preferida já desde alguns anos, e de vez em quando gosto de comprar umas "mariquices" deles...

Hoje comprei UMA PEN USB de 1Gb que é, ao mesmo tempo, UMA PULSEIRA dos Epica! (yay! =D) O melhor de tudo é que esta pen trazia uma série de conteúdos exclusivos dos Epica, desde músicas a vídeos, passando por tabs, artigos de revistas e muitas fotos.

Para quem não quis dar 10€ por isto, eu vou fazer o favor de partilhar todo o conteúdo da pen. Quem o quiser baixar, que fique à vontade. ;)


JM EPICA CONTENT MAPPEN 1


JM EPICA CONTENT MAPPEN 2



Para não ficarem chocados, aviso já que existe aí uma versão chunga da Sancta Terra, que me deixou meio enjoada. De resto, espero que gostem.


E pronto, agora vou ali ver se ponho o pescoço no sítio, que as últimas horas foram um bocado "possuídas".


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Foto: Não tirei fotos do concerto, roubei esta ao meu color brother. Obrigada, Gonçalo. ;)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Foda-se!



«O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.»

Encontrei este texto magnífico no blog de Mário Martins, e tomei a liberdade de o roubar para o meu blog porque, de facto, descreve exactamente aquilo que eu penso acerca dos palavrões. Eles fazem bem, acreditem...

Passo a transcrever:

Foda-se - por Millôr Fernandes
(adaptado)


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!




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A Arte
Texto de Millôr Fernandes
Pintura: "Fuck You", de Marion Peck

domingo, 14 de março de 2010

Cada som como um grito

Muitas vezes tenho uma sensação de "hoje sou esta música", e faço dessa música a banda sonora de um dia. Mas hoje, uma música não chega, hoje sou um álbum. E um dia também não chega para este "hoje" a que me refiro, pois este hoje são muitos dias de hoje, ontem e amanhã.


Para o "hoje" alargado em que tenho vivdo, esta é a minha letra:


I - LETREIRO



Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.


II - PRELÚDIO



Reteso as cordas desta velha lira
Tonta viola que de mão em mão
Se afina e desafina.
E de onde ninguém tira
Senão acordes de inquietação

Chegou a minha vez e não hesito
Quero ao menos falhar em tom agudo
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo
E arrepelo a cítara divina
Agora ou nunca meu refrão antigo
O destino destina mas o resto é comigo


III - RELÂMPAGO



Rasguei-me como um raio rasga o céu
Iluminei-me todo de repente
Negrura permanente
De noite enfeitiçada
Quis ver-me com pupilas de vidente
E arrombei os portões à madrugada
Mas nada vi
Caverna de pavores
Só com tempo e vagar eu poderia encarar
Castigar e perdoar
Tanta abominação que em mim havia


IV - ORFEU REBELDE



Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz, assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo de um poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.








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A Arte

Álbum Cada Som como um Grito, dos Orfeu Rebelde, com poemas de Miguel Torga. Aproveito e lanço o apelo: façam como eu, VÃO À FNAC E COMPREM O ÁLBUM. Nem chega a 5€ e é das coisas mais geniais que se fizeram neste país nos últimos tempos!

Imagens, por ordem de aparecimento:
The Morrigan, deusa celta da guerra, morte e transformação, por Jessica Galbreth;
Violin Herido, de Victoria Francés;
Under Black Wings, de paradox828;
Libera me, de Victoria Francés

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