A request | Um pedido

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Conteúdos Exclusivos dos Epica (para download)


Vim há bocado do concerto dos Epica no Incrível Almadense. Para quem ainda não sabe, os Epica são a minha banda preferida já desde alguns anos, e de vez em quando gosto de comprar umas "mariquices" deles...

Hoje comprei UMA PEN USB de 1Gb que é, ao mesmo tempo, UMA PULSEIRA dos Epica! (yay! =D) O melhor de tudo é que esta pen trazia uma série de conteúdos exclusivos dos Epica, desde músicas a vídeos, passando por tabs, artigos de revistas e muitas fotos.

Para quem não quis dar 10€ por isto, eu vou fazer o favor de partilhar todo o conteúdo da pen. Quem o quiser baixar, que fique à vontade. ;)


JM EPICA CONTENT MAPPEN 1


JM EPICA CONTENT MAPPEN 2



Para não ficarem chocados, aviso já que existe aí uma versão chunga da Sancta Terra, que me deixou meio enjoada. De resto, espero que gostem.


E pronto, agora vou ali ver se ponho o pescoço no sítio, que as últimas horas foram um bocado "possuídas".


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Foto: Não tirei fotos do concerto, roubei esta ao meu color brother. Obrigada, Gonçalo. ;)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Foda-se!



«O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.»

Encontrei este texto magnífico no blog de Mário Martins, e tomei a liberdade de o roubar para o meu blog porque, de facto, descreve exactamente aquilo que eu penso acerca dos palavrões. Eles fazem bem, acreditem...

Passo a transcrever:

Foda-se - por Millôr Fernandes
(adaptado)


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!




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A Arte
Texto de Millôr Fernandes
Pintura: "Fuck You", de Marion Peck

domingo, 14 de março de 2010

Cada som como um grito

Muitas vezes tenho uma sensação de "hoje sou esta música", e faço dessa música a banda sonora de um dia. Mas hoje, uma música não chega, hoje sou um álbum. E um dia também não chega para este "hoje" a que me refiro, pois este hoje são muitos dias de hoje, ontem e amanhã.


Para o "hoje" alargado em que tenho vivdo, esta é a minha letra:


I - LETREIRO



Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.


II - PRELÚDIO



Reteso as cordas desta velha lira
Tonta viola que de mão em mão
Se afina e desafina.
E de onde ninguém tira
Senão acordes de inquietação

Chegou a minha vez e não hesito
Quero ao menos falhar em tom agudo
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo
E arrepelo a cítara divina
Agora ou nunca meu refrão antigo
O destino destina mas o resto é comigo


III - RELÂMPAGO



Rasguei-me como um raio rasga o céu
Iluminei-me todo de repente
Negrura permanente
De noite enfeitiçada
Quis ver-me com pupilas de vidente
E arrombei os portões à madrugada
Mas nada vi
Caverna de pavores
Só com tempo e vagar eu poderia encarar
Castigar e perdoar
Tanta abominação que em mim havia


IV - ORFEU REBELDE



Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz, assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo de um poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.








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A Arte

Álbum Cada Som como um Grito, dos Orfeu Rebelde, com poemas de Miguel Torga. Aproveito e lanço o apelo: façam como eu, VÃO À FNAC E COMPREM O ÁLBUM. Nem chega a 5€ e é das coisas mais geniais que se fizeram neste país nos últimos tempos!

Imagens, por ordem de aparecimento:
The Morrigan, deusa celta da guerra, morte e transformação, por Jessica Galbreth;
Violin Herido, de Victoria Francés;
Under Black Wings, de paradox828;
Libera me, de Victoria Francés

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano novo. Balanços e planos.

É tempo de fazer balanços do ano que passou e planos para o ano que acaba de chegar.

É simples, aparentemente... Está tudo aqui, na nossa mente. Toda a gente sabe perfeitamente o que correu bem, o que correu mal, e o que gostaria que acontecesse no futuro, certo? É claro como água.


...Não é?



É verdade que está tudo na nossa mente, sim. Mas como? Claro como água? Uma água turva, talvez... Está tudo lá, sim, mas meio perdido, misturado com outras coisas, oculto pelo receio de nos explorarmos a nós próprios, escondido pelo conforto de estarmos bem assim como estamos.



Façamos um exercício.



Terá de ser feito com calma, sem prazo para entregar. Teremos de meditar um pouco e explorar a maneira como olhamos para nós próprios. O que é que sou agora? O que é que aspiro ser? Tenho trabalhado para tal? O que é que me falta e o que é que posso fazer para continuar a crescer ininterruptamente? (Partindo do princípio que não quero estagnar na vida, obviamente). Novos objectivos? Aventuras? Como estão as minhas auto-estima, auto-confiança e realização pessoal? Porque é que estão assim? O que é que preciso de disciplinar em mim e o que é que me falta soltar?


Quase desde que me conheço que me lembro de fazer listas com este tipo de coisas, não só mas sobretudo nesta altura. Desde há uns anos para cá, tenho sido preguiçosa e, por coincidência ou não, sinto que estagnei bastante em alguns aspectos chave da minha vida; noutros mais importantes ainda, regredi drasticamente. Obviamente, nem tudo foi negro nos últimos anos, e também cresci imenso, em algumas áreas. No entanto, tenho-me sentido fora do meu controlo.



É tempo de voltar ao velho hábito então.





O que pretendo fazer consiste basicamente na elaboração de duas listas. A primeira é a lista dos erros e do passado, com o que fiz de mal, com o que está errado em mim, com aquilo que não gosto de ser - eventualmente com os motivos, ou não. A segunda é a lista dos desejos e do futuro, com aquilo que gostava de conseguir mudar e alcançar, admitindo que vale tudo, possíveis e impossíveis, os meus desejos mais puros, sejam eles quais forem.

Duas listas.
Escritas.
Em papel.
À mão.



Duas listas intermináveis, se preciso for, mas que me façam esmiuçar até à exaustão aquilo que vejo quando olho para mim própria. Sem medo de expor as minhas maiores fraquezas. Ninguém vai ver.

Quem nunca fez este tipo de coisa, talvez não compreenda o impacto que tem fazer as coisas desta maneira, mas escrever assim dá-nos uma noção muito mais aprofundada e realista das coisas. Além, disso, dá uma motivação diferente. Dá muito mais vontade de cumprir aquilo que foi escrito do que aquilo que foi pensado (ou só vagamente lembrado). Está escrito e é um compromisso. Podes assiná-lo, se quiseres, para recordares que é mesmo a tua palavra, quando a tua preguiça insistir em esquecê-la.


É o teu compromisso contigo mesmo, e tu és a última pessoa que queres desiludir.





Façam este exercício.




Mas façam mesmo!




Beijinhos e Bom Ano Novo. =)



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A Arte
Imagem: Young Woman Writing a Letter (detalhe), Eugène Grasset.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

So I give up on love

Good evening ladies and gentlemen, and boys you better listen

Names have been changed to protect the innocent
Just in case it's about you
I guess I'm in a little predicament
What else can this little girl do?

There was Peter
He was a cheater
Who couldn't keep his hands to himself

There was Richie
Well he got bitchy
So I left him there on the shelf

So I give up on love
I guess I've had enough
And I don't give a..., what can I do?
Just when I've found the one
And I think loves begun
It's falling through

So I will dry my eyes
And I'll just fantasize
And I'll get moisturized and think of you
I'm lookin for the best
And I'll take nothing less
Baby, what about you?

A meeting of minds is so hard to find
Is there no such thing as the one
They say love is blind 'cos the truth is unkind
I'm just a hot-loaded gun

There was Henry
Now he got friendly
When dancing in my pink underwear

And there was David
When he got naked
He didn't have much up - or downstairs

So I give up on love
I guess I've had enough
I don't give a..., what can I do?
Just when I've found the one
And I think loves begun
It's falling through

So I will dry my eyes
And I'll just fantasize
And I'll get moisturized and think of you
I'm lookin for the best
And I'll take nothing less
'Cos baby, what about you?

I said baby, what about, you?



Canção bastante interessante da Geri Halliwell. Acho que vou seguir o mesmo caminho...




***
Ah, e quem pensa que a Geri seguiu uma carreira a solo na onda pop-apimbalhado-que-até-fez-montes-de-sucesso-por-ser-em-inglês das suas colegas ex-spice, fique sabendo que ela tem registos bastante interessantes, a puxar para o jazzístico.

Oiçam esta de que falei no post:


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