A request | Um pedido

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano novo. Balanços e planos.

É tempo de fazer balanços do ano que passou e planos para o ano que acaba de chegar.

É simples, aparentemente... Está tudo aqui, na nossa mente. Toda a gente sabe perfeitamente o que correu bem, o que correu mal, e o que gostaria que acontecesse no futuro, certo? É claro como água.


...Não é?



É verdade que está tudo na nossa mente, sim. Mas como? Claro como água? Uma água turva, talvez... Está tudo lá, sim, mas meio perdido, misturado com outras coisas, oculto pelo receio de nos explorarmos a nós próprios, escondido pelo conforto de estarmos bem assim como estamos.



Façamos um exercício.



Terá de ser feito com calma, sem prazo para entregar. Teremos de meditar um pouco e explorar a maneira como olhamos para nós próprios. O que é que sou agora? O que é que aspiro ser? Tenho trabalhado para tal? O que é que me falta e o que é que posso fazer para continuar a crescer ininterruptamente? (Partindo do princípio que não quero estagnar na vida, obviamente). Novos objectivos? Aventuras? Como estão as minhas auto-estima, auto-confiança e realização pessoal? Porque é que estão assim? O que é que preciso de disciplinar em mim e o que é que me falta soltar?


Quase desde que me conheço que me lembro de fazer listas com este tipo de coisas, não só mas sobretudo nesta altura. Desde há uns anos para cá, tenho sido preguiçosa e, por coincidência ou não, sinto que estagnei bastante em alguns aspectos chave da minha vida; noutros mais importantes ainda, regredi drasticamente. Obviamente, nem tudo foi negro nos últimos anos, e também cresci imenso, em algumas áreas. No entanto, tenho-me sentido fora do meu controlo.



É tempo de voltar ao velho hábito então.





O que pretendo fazer consiste basicamente na elaboração de duas listas. A primeira é a lista dos erros e do passado, com o que fiz de mal, com o que está errado em mim, com aquilo que não gosto de ser - eventualmente com os motivos, ou não. A segunda é a lista dos desejos e do futuro, com aquilo que gostava de conseguir mudar e alcançar, admitindo que vale tudo, possíveis e impossíveis, os meus desejos mais puros, sejam eles quais forem.

Duas listas.
Escritas.
Em papel.
À mão.



Duas listas intermináveis, se preciso for, mas que me façam esmiuçar até à exaustão aquilo que vejo quando olho para mim própria. Sem medo de expor as minhas maiores fraquezas. Ninguém vai ver.

Quem nunca fez este tipo de coisa, talvez não compreenda o impacto que tem fazer as coisas desta maneira, mas escrever assim dá-nos uma noção muito mais aprofundada e realista das coisas. Além, disso, dá uma motivação diferente. Dá muito mais vontade de cumprir aquilo que foi escrito do que aquilo que foi pensado (ou só vagamente lembrado). Está escrito e é um compromisso. Podes assiná-lo, se quiseres, para recordares que é mesmo a tua palavra, quando a tua preguiça insistir em esquecê-la.


É o teu compromisso contigo mesmo, e tu és a última pessoa que queres desiludir.





Façam este exercício.




Mas façam mesmo!




Beijinhos e Bom Ano Novo. =)



**************************
A Arte
Imagem: Young Woman Writing a Letter (detalhe), Eugène Grasset.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

So I give up on love

Good evening ladies and gentlemen, and boys you better listen

Names have been changed to protect the innocent
Just in case it's about you
I guess I'm in a little predicament
What else can this little girl do?

There was Peter
He was a cheater
Who couldn't keep his hands to himself

There was Richie
Well he got bitchy
So I left him there on the shelf

So I give up on love
I guess I've had enough
And I don't give a..., what can I do?
Just when I've found the one
And I think loves begun
It's falling through

So I will dry my eyes
And I'll just fantasize
And I'll get moisturized and think of you
I'm lookin for the best
And I'll take nothing less
Baby, what about you?

A meeting of minds is so hard to find
Is there no such thing as the one
They say love is blind 'cos the truth is unkind
I'm just a hot-loaded gun

There was Henry
Now he got friendly
When dancing in my pink underwear

And there was David
When he got naked
He didn't have much up - or downstairs

So I give up on love
I guess I've had enough
I don't give a..., what can I do?
Just when I've found the one
And I think loves begun
It's falling through

So I will dry my eyes
And I'll just fantasize
And I'll get moisturized and think of you
I'm lookin for the best
And I'll take nothing less
'Cos baby, what about you?

I said baby, what about, you?



Canção bastante interessante da Geri Halliwell. Acho que vou seguir o mesmo caminho...




***
Ah, e quem pensa que a Geri seguiu uma carreira a solo na onda pop-apimbalhado-que-até-fez-montes-de-sucesso-por-ser-em-inglês das suas colegas ex-spice, fique sabendo que ela tem registos bastante interessantes, a puxar para o jazzístico.

Oiçam esta de que falei no post:


Não quero a tua música!

Mas não quero mesmo!

Um dos meus sonhos utópicos é viver num mundo onde não tenha de levar com a música dos outros. É horrível, estou farta!

Nunca vos aconteceu?

Eu não gosto da música que a maior parte das pessoas ouve. E tenho a certeza que a maior parte das pessoas detestaria ouvir a música que eu oiço. Tenho um gosto ecléctico, mas particular. Muito particular! Não é para me armar que o digo - apenas constato um facto. Não conheço as "músicas da moda", ninguém conhece as minhas músicas "esquisitas". Não o digo com vergonha, mas sim com orgulho. Também sei que, felizmente, há muitas pessoas como eu. =)

Eu não oiço rádio, não vejo televisão - uma tentativa de fuga vã, pois a música de má qualidade persegue qualquer um, mesmo os eremitas que tentam isolar-se do mundo. Os ataques surgem quando menos os espero, em qualquer lugar...

Para saberem do que me queixo em concreto, imagine-se, por exemplo, este dia hipotético que condensa todos os ataques musicais de que vou sendo alvo regularmente, mas que normalmente estão dispersos pelos dias:

*Acordo de manhã, na aldeia, dirijo-me até Évora para apanhar o Expresso para Lisboa. No Expresso, o rádio ligado... Já apanhei de tudo, mas o pior (e mais cómico) foi mesmo uma rádio de música romanticopimba de música brasileira e portuguesa. É de vómitos.

*Chego ao terminal rodoviário carregada de malas, apanho um táxi para casa. No táxi, o rádio ligado... Também se apanha de tudo; o pior (e bastante cómico) que já apanhei acho que foi mesmo a Rádio África [cena que nunca mais vou esquecer: a minha irmã e o taxista a cantarem a música que passava "Dêbaixo duis seus cárácóóóóis..."].

*Agora vem a situação que mais me irrita. Chego a casa e almoço, apetece-me ir às compras depois, apanho um autocarro da Carris. O autocarro da Carris... Porque caralho é que tem de haver sempre um chunga no autocarro com a sua música chunga, em altos berros, a sair do telemóvel???! Será para vermos que ele tem mau gosto? Só pelo aspecto da pessoa vê-se logo, não era preciso tanto! Será para vermos o telemóvel topo de gama que até serve de mp3? Ah, obrigada, nunca tinha visto um desses antes! =O Será apenas porque é estúpido? Bem, para mim, esta é a hipótese mais plausível.
Hoje sofri um atentado desses. Estive a uma inspiração de dizer ao rapaz "Não tens fones?!!? É que eu não quero ouvir a tua música!". Não disse. Fiquei calada. E frustrada. Fica para a próxima.

*Chego ao centro comercial. Ok... Cada loja cada tiro. Essa coisa da música nas lojas é muito bonita, sim. Pronto, nem preciso de dizer mais nada, pois não?

*Convidam-me para sair à noite. Bairro alto, lá vou eu. Para os bares de sempre, ouvir os sucessos da night... yay! =|

*Faz-se tarde, mas ainda não há metro. Arranja-se boleia no carro de alguém. Porreiro! ...O pessoal tem sono, é preciso algo que desperte o condutor. Abrem-se os vidros e liga-se o rádio. Já perceberam onde quero chegar, não já?...


Depois de situações como estas, não imaginam como às vezes sabe bem chegar a casa e drogar-me com música que me dê prazer ouvir. É impossível controlar a música que a cidade ouve, eu sei - daí ter assumido que era um sonho utópico, logo ao início. Além de ser impossível, não faria sentido: se eu não gosto de levar com a música que o mundo ouve, o mundo também não tem nada que levar com a minha, nem eu gostava que isso acontecesse. Mas, às vezes, é frustrante não poder parar uma música que incomoda...

Quando um dia tiver casa e carro próprios (E SÓ MEUS!) vou vingar-me. A minha música vai estar presente neles a toda a hora, e quem lá entrar e não gostar que se foda!





ps: Antes que alguém comente isso, não gosto de andar de mp3.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quantos caminhos há para casa?

Há uma infinidade! Porque é que faço sempre o mesmo?

Hoje escolhi um que não conhecia. "Má ideia!" irá certamente pensar quem já me conhece (ou quem sabe que não possuo qualquer sentido de orientação e que até em espaços interiores e pequenos me perco). "Excelente ideia!", pensei eu, pois não me apetecia cruzar-me com muita gente hoje. E, realmente, foi. =)

É desafiante andar por ruas que não conhecemos, à procura do caminho certo. Até dá algum gozo a sensação da possibilidade de estarmos perdidos (porque como sabemos que facilmente podemos perguntar a alguém que passe por nós onde fica determinado ponto de referência, fica sempre uma sensação de segurança connosco). E correu bastante bem desta vez, orientei-me lindamente e fui dar onde queria sem ter de voltar atrás. Para quem não possui qualquer sentido de orientação - ou pelo menos assim o julga - é bastante bom para o ego superar pequenas provas destas.

Tem-me feito muito bem andar sozinha por Lisboa, hehe.


Lanço então o desafio a todos: E que tal escolheres um caminho para casa diferente? E que tal um que nunca tenhas experimentado? E que tal pores o teu cérebro a trabalhar enquanto voltas para casa, em vez de ligares o piloto automático?

Porque não?
Atrevam-se! ;)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lágrimas

Do you cry to the heaven's high
When you're confined in here?

Do you not ever wonder why

These leaden tears will never dry?

They'll leave behind so many shadows in my mind...









O lugar das lágrimas não é dentro de um corpo.
É por isso que preciso de libertar as minhas.






The soul would have no rainbow
If the eyes had no Tears.




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A Arte
Versos: Excerto de
Blank Infinity, Epica
Imagem 1: Rose, de Mark Ryden http://www.markryden.com/index.html
Imagem 2: Tears and Soul, de Laurel Burch http://www.laurelburch.com/



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