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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

2013 - Balanço

Um ano na vida de um artista amador em crescimento parecem 100. Olho para trás, em flashback, apercebo-me dos degraus que subi, e o meu espanto é enorme!! Foram tantas as maravilhas que me aconteceram no ano que passou, e foram tantas as experiências que me fizeram crescer, que se torna muito difícil resumi-las; mas irei tentar fazê-lo aqui, para que as memórias não se percam no tempo.

Em 2013, criei a minha página de Facebook, que em poucos meses de existência atingiu os 1000 likes!!! É incrível o apoio que as pessoas me dão, e o carinho e a força que me transmitem. Este apoio reflecte-se também além dos números, e por diversas vezes fiquei emocionada com mensagens sentidas de amigos e de desconhecidos, e feedbacks vindos, por vezes, de onde eu menos esperava. A minha gratidão é infinita e nem sei como expressá-la ou como compensar todos os que me têm ajudado a crescer neste meio, mas, à falta de melhor, espero que o meu contributo artístico possa, de alguma forma, agradecer-vos tudo o que têm feito por mim.

Criei e lancei também o meu website, que foi um projecto que me consumiu muito tempo, mas que me trouxe um grande orgulho no final. Procurei resumir nele tudo aquilo que faço artisticamente, nas áreas da música, dança e modeling. Está em constante actualização e nele podem encontrar a minha biografia, agenda, galerias, contactos, etc... Não se esqueçam de visitar!!


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Ao nível da dança, os espectáculos foram mais que muitos. Centro Cultural de Belém, Centro Cultural Olga Cadaval, Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, Teatro Independente de Oeiras, Centro Cultural da Malaposta... Pisei palcos maravilhosos neste ano que passou, com o grupo de dança Raqs Amira.




Mas a dança não se faz só de grandes palcos, e foram muitos os eventos de outros tipos em que tive o gosto de participar também.

Raque Raquel Eilid, Nídia Galvão, Susana Amira e Diana Rosa. Aqui, a preparar-nos para uma actuação na ilha deserta de Faro, num evento privado. Foi uma noite mágica, em que dançámos na praia, ao luar, e a sentir a areia nos pés.

Actuação no programa Natal dos Hospitais, na RTP, com o performer Belle Dominique.
Bailarinas: Susana Amira, Cris Aysel, Raquel Eilid, Catarina Correia, Ana Margarida Oliveira, Diana Rosa e Rute Vitorino.




Participei, pela primeira vez, com a Nídia e a Andreia, numa competição de dança - o Prémio Dançattitude Grupos 2013. Os nervos foram muitos, mas mesmo assim conquistámos o 4º lugar!! Foi um lugar que nos soube a vitória, num concurso a nível nacional com bailarinas tão experientes.



Criei e executei o meu primeiro solo, que rapidamente superou as 1000 visualizações no Youtube!




E consegui realizar um sonho: Comecei a dar aulas!!!!



Esta aventura é um grande desafio para mim, que todos os dias me traz uma aprendizagem imensa. Ensinar aquilo que sei tornou-se uma paixão, e é um orgulho enorme ver as minhas meninas a aprender e a crescerem também. :)


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Os concertos com a minha banda de covers Thorns tornaram-se cada vez melhores, agora que temos um maior know-how, confiança e experiência. Dar um concerto com a minha banda é das coisas que mais gozo me dão fazer, e o feedback que temos recebido acaba por ser a cereja no topo do bolo e aquilo que nos dá força para continuar.




2013 foi um grande ano para nós, uma vez que, além do sucesso ao vivo, alcançámos também um grande marco virtual, ao atingirmos os 1000 likes na nossa página de Facebook, após 2 anos de existência. Será que em 2014, ao celebrarmos os 3 anos, iremos comemorar também os 2000 likes? Conto com a vossa preciosa ajuda para tal, e agradeço desde já todo o apoio carinho que temos recebido.





Têm sido (quase) 3 anos maravilhosos de existência em banda, de amizade em palco e fora dele, e eu já não me imagino sem esta nova família. :)



Em concerto, com os nossos amigos Tempora.






Entrevista para a Underground's Voice: Entevista integral no meu site, AQUI.


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A par da nossa banda de covers, nasceu em 2013 o nosso novo projecto de originais, 11th Dimension. Somos os mesmos elementos, mas desta vez com um som mais pesado, e composições originais nossas. 2013 foi um ano de muito trabalho, pois não é fácil manter duas bandas no activo em simultâneo. A par dos concertos com os Thorns, tocámos as primeiras vezes sob o nome 11th Dimension também, mas foi sobretudo um ano dedicado à criação do nosso som e da nossa identidade. Compusemos 4 músicas para integrar no nosso primeiro EP, e já tivémos oportunidade de as tocar ao vivo a todas. O feedback que recebemos foi fabuloso, e mal posso esperar para que surjam novos temas e para que possamos actuar exclusivamente com temas originais. 2014 será O ano!


Welcome to the 11th Dimension!



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Tive também a honra de ser convidada a colaborar com os grandes Pedro "Sophia's Heirs" (Darkside of Innocense, Arcadia Studios) e João Prim (Wall of Vipers, Bleeding for my SinsArcadia Studios), e o primeiro resultado foi esta faixa:



Se gostaram, fiquem atentos, porque mais colaborações virão! :)


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A nível de fotografia, tive diversas experiências com fotógrafos fabulosos, no entanto, a maior parte delas foram para projectos a sair em 2014.

Não posso, no entanto, deixar de partilhar o trabalho encantador da fantástica Lola and the Photography, que me soube captar como ninguém, apesar de toda a minha insegurança e inexperiência nesta área que estou agora a começar a explorar.




Your Heart is a Twisted Vine by Lola and the Photography. Podem consultar o álbum completo na página da artista e na minha, bem como no meu website e no dela.



Um dos pontos altos que tive em 2013, foi o contacto com o premiado ex-modelo e fotógrafo David Simões, da agência DXL Agency. Passei os castings para ser agenciada pela DXL como modelo publicitário, e tive a honra de ser fotografada pelo David, e de passar um longo dia a conversar e trocar ideias com ele e a equipa da DXL. Foi como um workshop que durou uma manhã e uma tarde, e eu senti-me como uma esponja a absorver tudo. Foi das experiências mais inesperadas e mais enriquecedoras que tive!
Mal posso esperar para ver as fotos resultantes desta sessão, e também de outras que irão sair cá para fora em breve. Fiquem atentos!


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Para fechar este flashback, resta-me deixar, mais uma vez, o meu profundo agradecimento a todos os que me seguem e me apoiam. Nunca teria conseguido subir estes degraus sem vocês.

O ano de 2014 adivinha-se grande, muito grande, e cheio de novos projectos e coisas boas. Muito já está a fervilhar, e eu mal posso esperar por partilhar as novidades convosco. Espero que os vossos projectos também se concretizem, e que tenham a possibilidade de fazerem aquilo que mais amam, pois só assim é possível sermos felizes.

Muito obrigada!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aulas de Iniciação à Dança Oriental com Diana Rosa

Nota prévia: 

Esta publicação foi feita em 2013. Se foi reencaminhada para este link agora, recomendo que consulte a informação presente sobre as aulas, sempre atualizada e disponível no meu website.




Gostas de Dança Oriental? Gostavas de aprender esta arte milenar tão mística e feminina?
Vem dar os primeiros passos, na nossa turma de iniciação à Dança Oriental! As aulas localizam-se numa zona central de Lisboa, perto do metro, e destinam-se a pessoas sem experiência e com baixo orçamento!

Achas que não tens jeito nenhum para a dança? Não faz mal, estas aulas são para ti! :) Tratam-se de aulas de nível 0, onde desmontarei cada movimento passo a passo, trabalharemos a consciência corporal e rítmica, e aprenderemos toda a técnica base da Dança Oriental de raíz.

A turma de sexta-feira já arrancou, e estamos a ter resultados muito positivos!! E o entusiasmo delas reflecte-se no meu. ♥

Peço às pessoas que estiverem interessadas e que ainda não falaram comigo que me enviem uma mensagem, por favor. Yallah!



Horários: Segundas, das 18:30 às 19:30 | Sextas, das 17:00 às 18:00
Local: Clube Atlético de Arroios
Mensalidade: 20€ (para 1 aula por semana) ou 30€ (para 2 aulas por semana)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Yearning





O meu primeiro solo de dança oriental, criado e executado por mim.
Música: Yearning, de Raul Ferrando.
Espectáculo Yalla Habibis! de Susana Amira e Alunas (Raqs Amira), na Academia Musical do Lumiar.
Agradecimentos ao Ricardo du Toit, pelo video. 

My first bellydance solo, created and performed by me.
Music: Yearning, Raul Ferrando

terça-feira, 14 de maio de 2013

Porquê a Dança


Porquê?
Porque é esta a felicidade que se sente. Mesmo 10 horas depois de termos chegado, quando o cansaço já aperta. Mesmo quando estamos doentes e devíamos ter ficado na cama. Mesmo que não tenhamos dormido muito na véspera, para conseguir acabar de fazer os fatos e ensaiar. Mesmo que não esteja ninguém conhecido na plateia a ver. A entrega é a mesma, e a felicidade que vem em retorno também. :)





Fotografia de Rui Bica

Festa Oriental com Susana Amira, Raqs Amira, Cris Aysel e Aysel Group.
Centro Cultural da Malaposta

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Dois anos de dança




Faz este mês dois anos que me iniciei na Dança Oriental. Tem sido um longo percurso de aprendizagem e descoberta, e quanto mais conheço esta arte ancestral mais sinto que me falta aprender e aperfeiçoar. É uma estrada interminável esta, e é preciso encarar a caminhada com humildade, com noção não só daquilo que já alcançámos mas também das nossas dificuldades. Cada novo movimento conhecido é um desafio, cada novo movimento dominado, uma conquista.

É um caminho de descoberta não só de uma arte e de uma cultura diferentes, mas também de nós mesmas, uma descoberta do nosso corpo, da nossa feminilidade, da nossa magia natural.






As mestres


Gostaria agora de partilhar uma mensagem sentida que deixei à pessoa com quem dei os primeiros passos:

«This month I "celebrate" two years since my first belly dance class. My first teacher was Kahina Spirit.
It was my very first contact with this art and I'm very glad I was introduced to it by this inspiring, passionate and beautiful woman. She accompanied my very first steps, she taught me to dance, she introduced me to oriental culture, she always encouraged me to continue, gave me advice, corrected my mistakes, and most of all, she always inspired me. Sometimes it was even hard to focus on the classes, with such a gracious person dancing in front of me, I must say! She is almost etheral.
Unfortunately, after about a year, she had to leave my town for logistical reasons, and I have not seen her since. I kept dancing, I found another teacher and another belly dance group (wich I truly love with all my heart) and continued my way, and I've learned and grown so much with them... But I could never forget my first teacher and muse, for she gave me the wings I'm learning to use now, and I'm really grateful to have met her.

Thank you so much for everything you taught me, and for all the knowledge and inspiration you gave me, Kahina. I will never forget that. And I miss you. :) I wish all the best for you, and all the best for your artistic projects. You are great and you deserve everything!

And this is my humble homage for you. :)
Beijinho*»


No ano que se seguiu, continuei a minha caminhada com uma bailarina igualmente fantástica e inspiradora, Susana Amira, com quem tenho aprendido milhões e consolidado os meus conhecimentos já adquiridos. Tem sido uma aprendizagem estonteante, cada aula a absorver mais um pouquinho do seu conhecimento, experiência, criatividade e energia intermináveis. A Susana é uma verdadeira mestre, transborda experiência e alegria e conquista-nos com o seu sorriso de princesa. Neste momento, não consigo imaginar os meus passos na dança sem ela. :)
Estas aulas têm sido uma experiência riquíssima e igualmente inspiradora. É muito enriquecedor conhecer uma arte através da visão pessoas diferentes, pois isso naturalmente dá-nos a conhecer abordagens e estilos igualmente diferentes, e nesse aspecto, foi muito interessante a transferência para outra professora. É também essa a importância da frequência de workshops com vários mestres - algo que pretendo vir a concretizar futuramente, como complemento à minha aprendizagem nas aulas regulares.






Três manifestações mágicas da dança


Da experiência que tenho tido, a meu ver, existem três contextos de manifestação da dança bastante diferentes entre si, e cada um mágico à sua maneira.


O primeiro contexto de que vou falar, é talvez o mais frenético e arriscado, mas também o mais cintilante. Trata-se do espectáculo! A dança de nós para alguém, a arte para um público. Os preparativos, começam muito antes: Aprendemos a fazer de raíz os nossos próprios fatos, a maquilharmo-nos e a criar uma personagem, para que a magia aconteça. É então que surge um turbilhão de emoções: A partilha do palco com outras bailarinas, as borboletas na barriga, a confusão e entreajuda nos camarins e bastidores, as purpurinas, as cores, a fantasia, os aplausos... Em suma, um mundo mágico que nos vicia e apaixona.
O palco é o culminar de tudo, e é local onde me sinto a voar enquanto bailarina, o local onde a noção de tempo/espaço toma proporções muito próprias, devido a todo o êxtase que me invade.


O segundo, trata-se da dança entre mulheres, a dança entre nós, a existência de um grupo - grupo este que se torna quase uma família. As minhas irmãs habibis, as Raqs Amira, são as mulheres com quem partilho as minhas experiências na dança, desde a aprendizagem nas aulas até ao êxtase do palco; o cansaço e a euforia. É com elas que eu cresço, é em elas que vejo um reflexo de mim mesma; em conjunto, criamos algo uno, somos nós todas e uma alma só.
Não importa quem é mais ou menos elegante, quem dança melhor ou pior. A dança entre mulheres é uma dança entre deusas. E dançar com estas mulheres é das maiores honras que tenho nos meus dias.


Partindo do mais expositório para o mais íntimo, eis o último contexto em que danço: a dança de mim para mim. A libertação total. O improviso num quarto fechado, a luz média ou apagada, a música a vibrar em todo o corpo, os reflexos num espelho, as emoções a fluírem, os aromas do incenso, e até por vezes a nudez. E o corpo gira e gira em torno de si mesmo, e começo uma viagem até dentro de mim. É algo que não planeio, simplesmente acontece. Algo que me ajuda a libertar-me de tudo, a explorar, e a praticar também.







Espero poder continuar esta caminhada ao longo de muitos mais anos, com a inspiração e o apoio tanto de quem me guia como de quem caminha ao meu lado… Porque a vida sem shimmie não seria a mesma coisa. :) A todas as mulheres com quem me tenho cruzado nesta estrada, desde o primeiro dia até agora, um grande abraço!

Yalla!




*****Créditos*******

Música: Masala - Music and Spirit

As mestres são:
Kahina Spirit - https://www.facebook.com/Kahina.Spirit
Susana Amira - https://www.facebook.com/susana.amira

O nosso grupo de dança oriental, Raqs Amira - https://www.facebook.com/raqsamira

Imagem 1: Raqs Sharqi Goddess, por Emily Balivet
Imagem 2: Autor desconhecido (se conhecerem, agradeço informações)
Imagem 3: Fotografia minha

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Foi um ano intenso este que passou

Foi um ano intenso este que passou, com grandes subidas e grandes quedas. Foi, sobretudo, um ano de crescimento e de evolução.
Aprendi muito sobre a arte, sobre a vida, sobre as pessoas e sobre mim mesma. Viajei, pisei muitos palcos, conheci sítios e pessoas fantásticos, conheci desesperos e dores da "alma" que nem sabia que cabiam cá dentro, mas também conheci a felicidade em igual proporção. Portanto, creio que, apesar de tudo, posso dizer que foi um ano feliz.
Deixa um sabor agridoce, não nego. Podia ter sido perfeito, mas não foi; as manchas estão lá, a estragar a pintura. No entanto, tudo isto permitiu-me criar uma bagagem que vou levar para o próximo ano e para o resto da vida, e por isso sinto-me grata por tudo, por ter vivido o bom e o mau, por ter conhecido tantas sensações novas.

Que o próximo ano me traga a leveza e a paz de espírito que procuro; e a vós, que vos traga tudo o que desejam e que merecem. Naquilo que eu poder ajudar para que tal aconteça, estou aqui! Obrigada aos que estiveram comigo também, ao longo deste ano. :)

Feliz 2013!

sábado, 5 de novembro de 2011

O primeiro dia de Outono


Esta manhã, acordei cedo, e dancei entre mulheres durante horas. Uma energia vibrante e uma leveza encheram-me o corpo dos pés à cabeça, e eu soube que este dia iria ser belo.





Deixei Lisboa, mais tarde, e regressei a casa, à aldeia. Ainda não tinha visto o Alentejo com este ambiente outonal acabadinho de chegar. Sente-se o ar mais fresco aqui do que em Lisboa, senti a casa agradavelmente fria. Lá fora, havia nuvens escuras e um arco-íris de um lado, e um céu clarinho salpicado de nuvens mais claras, com o sol bem forte e laranja, do outro. Os sobreiros, já sem cortiça, estão com uma cor tijolo-aveludado, bastante viva quando lhes bate a luz do sol poente.

Cheguei, e fui recebida pelos saltos e lambidelas do Pumba (um dos meus cães), e o meu pai apresentou-me o novo amigo do Alex (outro dos meus cães) - um gatinho que apareceu por aqui e gosta de lhe fazer companhia. Enquanto brincávamos com os nossos amigos de quatro patas, reparei que a romãzeira está carregadinha de romãs, enormes e com uma cor bem viva. Esta árvore sempre me trouxe boas recordações; era a que eu mais gostava de trepar quando era criança... Então, eu e o meu pai resolvemos apanhar e provar as romãs (que estavam uma delícia!), e até enchemos um saco com elas, que fomos oferecer aos vizinhos - uma das maravilhas que só é possível viver numa aldeia. E foi aqui que fiquei a conhecer mais um amigo novo, pois a minha vizinha tem um micro-cãozinho felpudo que é a coisa mais amorosa que eu já vi.

Quando regressei a casa, descobri uma delícia à minha espera - um cremoso pastel de nata! E depois de o saborear, aproveitei os momentos seguintes para cantar, pois aqui na aldeia tenho liberdade para fazer barulho em casa, a qualquer hora, a qualquer volume. A certa altura, a minha irmã chamou-me para vermos umas roupas antigas, e descobri uma saia lindíssima que nem me lembrava que tinha, rodada e até aos pés, com faixas horizontais largas, de diversas cores que remetem para a terra e para as árvores; vesti-a, fiz da sala uma clareira, e fui dançar com ela, à luz fraca de um candeeiro, com a sombra projectava da parede, até me cansar. O dia terminou ao som da chuva, num agradável serão em família.




E termina assim o meu relato simples, quase pueril, deste que foi o meu primeiro dia de Outono - não o primeiro dia de Outono que o calendário marca, mas o primeiro dia em que realmente senti o Outono na rua, no ar, nas cores... Um dia passado em família, nesta paz que só o campo nos pode dar. Que memórias felizes vou guardar deste dia. :)


Nota: Este dia foi registado há 15 dias atrás, embora só agora o tenha transferido para o blog.

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A arte
Imagem: Dance of the Graces, by Selina Fenech.
Música: The Dance Begins e Songs for the Shadows, de Weapon, um projecto de um amigo e a música perfeita para ouvir no Outono.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano novo. Balanços e planos.

É tempo de fazer balanços do ano que passou e planos para o ano que acaba de chegar.

É simples, aparentemente... Está tudo aqui, na nossa mente. Toda a gente sabe perfeitamente o que correu bem, o que correu mal, e o que gostaria que acontecesse no futuro, certo? É claro como água.


...Não é?



É verdade que está tudo na nossa mente, sim. Mas como? Claro como água? Uma água turva, talvez... Está tudo lá, sim, mas meio perdido, misturado com outras coisas, oculto pelo receio de nos explorarmos a nós próprios, escondido pelo conforto de estarmos bem assim como estamos.



Façamos um exercício.



Terá de ser feito com calma, sem prazo para entregar. Teremos de meditar um pouco e explorar a maneira como olhamos para nós próprios. O que é que sou agora? O que é que aspiro ser? Tenho trabalhado para tal? O que é que me falta e o que é que posso fazer para continuar a crescer ininterruptamente? (Partindo do princípio que não quero estagnar na vida, obviamente). Novos objectivos? Aventuras? Como estão as minhas auto-estima, auto-confiança e realização pessoal? Porque é que estão assim? O que é que preciso de disciplinar em mim e o que é que me falta soltar?


Quase desde que me conheço que me lembro de fazer listas com este tipo de coisas, não só mas sobretudo nesta altura. Desde há uns anos para cá, tenho sido preguiçosa e, por coincidência ou não, sinto que estagnei bastante em alguns aspectos chave da minha vida; noutros mais importantes ainda, regredi drasticamente. Obviamente, nem tudo foi negro nos últimos anos, e também cresci imenso, em algumas áreas. No entanto, tenho-me sentido fora do meu controlo.



É tempo de voltar ao velho hábito então.





O que pretendo fazer consiste basicamente na elaboração de duas listas. A primeira é a lista dos erros e do passado, com o que fiz de mal, com o que está errado em mim, com aquilo que não gosto de ser - eventualmente com os motivos, ou não. A segunda é a lista dos desejos e do futuro, com aquilo que gostava de conseguir mudar e alcançar, admitindo que vale tudo, possíveis e impossíveis, os meus desejos mais puros, sejam eles quais forem.

Duas listas.
Escritas.
Em papel.
À mão.



Duas listas intermináveis, se preciso for, mas que me façam esmiuçar até à exaustão aquilo que vejo quando olho para mim própria. Sem medo de expor as minhas maiores fraquezas. Ninguém vai ver.

Quem nunca fez este tipo de coisa, talvez não compreenda o impacto que tem fazer as coisas desta maneira, mas escrever assim dá-nos uma noção muito mais aprofundada e realista das coisas. Além, disso, dá uma motivação diferente. Dá muito mais vontade de cumprir aquilo que foi escrito do que aquilo que foi pensado (ou só vagamente lembrado). Está escrito e é um compromisso. Podes assiná-lo, se quiseres, para recordares que é mesmo a tua palavra, quando a tua preguiça insistir em esquecê-la.


É o teu compromisso contigo mesmo, e tu és a última pessoa que queres desiludir.





Façam este exercício.




Mas façam mesmo!




Beijinhos e Bom Ano Novo. =)



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A Arte
Imagem: Young Woman Writing a Letter (detalhe), Eugène Grasset.

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